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07/07/2008
HAMILTON , REI DA CHUVA O GP da Grã Bretanha devolveu merecidamente o piloto inglês Hamilton à liderança do campeonato, co-dividida quanto a número de pontos ganhos com Massa e Räikkönen, e deixou totalmente em aberto a luta pelo título mundial. Uma luta da qual, em minha opinião, poderia ser excluído o polonês Kubica - não pelos 2 pontos à menos em relação ao trio da frente mas por uma pequena inferioridade técnica da BMW em relação à McLaren e Ferrari. No aspecto técnico, aliás, vale ressaltar o bom resultado, em termos de competitividade, do novo aerofólio dianteiro utilizado pela McLaren com quatro perfis, em lugar do anterior, que tinha três. Os espaços vazios entre eles permitem evitar que o fluxo de ar se solte da carroceria, não obstante seja utilizada uma ampla superfície e, com isso, ganha-se em eficiência e na capacidade de aumentar a deportância provocada pelo aerofólio. Trata-se evidentemente de uma solução aerodinâmica que tem o mesmo objetivo do furo existente (mas não utilizado em todos os circuitos) na parte central da frente da Ferrari. Solução que a McLaren não poderia evidentemente usar pois a parte central de sua carroceria é muito estreita e portanto seria ineficiente para uma solução como a da Ferrari. Esta novidade aerodinâmica vem se somar às muitas inovações já vistas no GP da França (duplicidade de anteparos na dianteira, novos mini-aerofólios laterais, novo capô do motor, um pequeno defletor à frente das rodas traseiras e um novo aerofólio traseiro), completando-as de forma muito satisfatória, como se viu em Silverstone, e dando a impressão de ter anulado a vantagem técnica que a Ferrari tinha até então. Quanto à Ferrari, visto os clamorosos erros de interpretação meteorológica mostrados antes em Mônaco (quando a equipe apostou na chuva e errou) e agora em Silverstone (quando apostou em pista seca e acabou voltando a chuva), poder-se-ia aconselhar a trocar Meteo France por outro instituto de meteorologia. Mas, brincadeiras à parte, não resta dúvida que a ausência de Ross Brawn se faz sentir como, em termos amplamente positivos, se fez sentir no comando da Honda, ao determinar a troca de pneus que permitiu a Barrichello subir ao pódio. Em resumo, estamos na metade de um campeonato mundial extremamente disputado e com um resultado final em minha opinião absolutamente imprevisível, a não ser pelos torcedores deste ou daquele piloto. CLAUDIO CARSUGHI PS : como decidi, antes do início do campeonato, que só emitiria um julgamento sobre Nelsinho Piquet ao término da temporada, ainda não vou dizer nada, mas é inegável que os dois últimos GPs, em pistas que o garoto já conhecia, foram bem positivos. Comentários: Comentário | Permalink: Permalink
15/07/2008
NA MOTOGP O CAMPEÃO VOLTOU Com a terceira vitória consecutiva, o australiano Stoner voltou a tomar parte na luta pelo título mundial. Uma luta da qual parecia alijado quando, após o GP da Catalunha, estava 50 pontos atrás do líder Rossi. Hoje, a distância de Rossi ficou reduzida a 20 pontos, e a apenas 4 do segundo colocado, o espanhol Pedrosa que domingo jogou literalmente por terra a grande chance de vencer o GP da Alemanha, no Sachsenring, e solidificar a liderança que então ocupava. É interessante lembrar que, enquanto Stoner conquistou todos os 75 pontos possíveis nos 3 últimos GPs, Rossi somou 45 e Pedrosa 36, o que equivale dizer que o australiano tirou 30 pontos de Rossi e 39 de Pedrosa. Além de estabelecer uma média excepcional de 50% de vitórias com a Ducati : são 28 GPs disputados e nada menos que 14 vitórias. Além de ter, no todo, subido ao pódio em 21 GPs, um incrível índice de aproveitamento de 75%. Isto poderia ser explicado, ao menos em parte, pela excelência da moto que pilota, a Ducati, já com ele campeã no ano passado. Mas se lembrarmos que, exatamente no ano passado, um piloto experiente como Capirossi jamais alcançou, com a mesma Ducati, resultados semelhantes. E que este ano, um piloto bem cotado e em busca de auto-afirmação, como Melandri não consegue fazer andar a mesma Ducati, chegamos à conclusão de que somente Stoner consegue extrair da Ducati todo seu potencial. A luta pelo título terá, domingo, outra importante etapa em Laguna Seca, onde Stoner desponta cono normal favorito. E se o australiano conseguir sua quarta vitória consecutiva, a interrupção que vem a seguir terá que servir para Yamaha (com Rossi) e Honda (com Pedrosa) rever os próprios planos e tentar tirar mais alguns cavalos de seus motores. Caso contrário, será muito dificil, mesmo para Rossi, evitar o bicampeonato de Stoner e sua vermelha Ducati. CLAUDIO CARSUGHI Comentários: Comentário | Permalink: Permalink
21/07/2008
PINTOU O CAMPEÃO ? Confesso que fiquei em dúvida, a escrever o título desse comentário. Não sabia se colocar - ou não - a interrogação final. Mas depois, lembrando quão efêmeras podem ser na F-1 as situações de superioridade técnica de uma equipe sobre outra, optei por colocar o ponto de interrogação. Embora tenha ficado, em minha mente, a impressionante demonstração de superioridade da McLaren sobre a Ferrari. E a constatação que o novo pacote aerodinâmico das flechas prateadas, colocado inicialmente na parte central e traseira do carro por ocasião do GP da França, e completado com o novo aerofólio dianteiro no GP da Grã-Bretanha, resolveu todos seus problemas. E as levou à frente das Ferrari. Claro que, nisso tudo, tem sua parte - certamente importante - Hamilton, que se redimiu de alguns erros cometidos na parte inicial do campeonato, e mostrou a razão pela qual a McLaren lhe confiou, desde o início, o papel de primeiro piloto. Domingo teve uma excelente atuação, mesmo quando foi adiado seu segundo pit-stop, uma decisão inesperada e na minha opinião arriscada, que não se sabe ao certo se foi tomada pelo box ou pelo próprio piloto. As declarações, a este respeito, aliás, são contraditórias e eu prefiro pensar que tenha sido o box a assim agir. E, do ponto de vista psicológico, esta segunda vitória seguida, que sem a entrada do safety-car teria sido um tranqüilo triunfo, deve dar ao piloto inglês uma força moral e uma segurança que ainda não tinha. Do lado da Ferrari, em minha opinião somente uma pronta reação de sua engenharia, recolocando o carro na posição de predomínio que tinha até pouco tempo atrás, e que, por uma série de erros, tanto do box como dos pilotos, não foi devidamente desfrutada, poderia recolocar Massa e Räikkönen em disputa direta do título. Caso contrário, somente poderia esperar, como já aconteceu no ano passado, que fosse a McLaren a jogar fora o mundial. E, neste domingo de relativas surpresas, não faltou o primeiro - merecido - pódio de Piquet. Foi fruto de uma série de coincidências, é bem verdade, já que o garoto não tem nem carro nem experiência para pensar em subir ao pódio, sobretudo largando num modestíssimo 17º lugar enquanto seu companheiro de equipe largava em 5º. Mas não se deve recusar nunca um eventual presente dos céus... CLAUDIO CARSUGHI Comentários: Comentário | Permalink: Permalink |



