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27/08/2008
UM FINAL APAIXONANTE Este mundial promete um final apaixonante, já que temos dois carros - Ferrari e McLaren - que se equivalem e a luta pelo título ficou, salvo surpresas, restrita a dois pilotos : Hamilton e Massa. E, ao menos para mim, não constituirá surpresa alguma se a decisão acontecer em Interlagos, no GP derradeiro. Que, por sinal, foi fixado num dia no mínimo infeliz, pois 2 de novembro é a data em que se reverenciam os mortos. No plano técnico existe, em minha opinião, uma clara vantagem da McLaren no item confiabilidade. O carro prateado quase nunca quebra e permite a seus dois pilotos somarem pontos importantes tanto na ótica do Mundial Pilotos como no de Construtores, enquanto a Ferrari tem evidenciado problemas no mínimo preocupantes. Quebrar dois motores em dois GPs seguidos não é normal, e isso acabou transformando-se uma verdadeira espada de Dámocles pendente na cabeça de Massa e Räikkönen. Quando não ocorrem quebras, parece que o rendimento dos pneus, sobretudo os super-macios, é otimizado na Ferrari em temperaturas de pista superiores a 35º, enquanto em temperaturas inferiores é a McLaren a levar vantagem, e isto explicaria a razão de um carro andar na frente do outro em determinadas ocasiões. Como este, existem outros pequenos pormenores que podem fazer a balança se inclinar a favor de um ou de outro mas, no todo, fica-me a impressão de equilíbrio. Um equilíbro que se verifica também no rendimento de Hamilton e Massa, enquanto Räikkönen parece ter entrado numa fase descendente que poderia perfeitamente constituir a ante-véspera de sua saida da Ferrari, sobretudo se Montezemolo for convencido de que a dupla Alonso - Massa poderia funcionar muito bem já em 2009. Mas essas são apenas especulações, a serem eventualmente aprofundadas no momento certo...por enquanto, vamos aguardar o desfecho desta luta de 2008. PS : quero agradecer aos pacientes e bondosos leitores pela atenção dedicada às minhas modestas considerações. Agora vou ver mais de perto F1 e MotoGP e, na volta, pretende reiniciar este, ao menos para mim, agradável encontro semanal. CLAUDIO CARSUGHI Comentários: Comentário | Permalink: Permalink
18/08/2008
IMPOSSíVEL UMA PREVISÃO Domingo volta a Fórmula 1 e o faz num circuito de rua, totalmente inédito : o de Valência. O que se sabe é que tem alguma semelhança com Mônaco, mas oferece áreas de escape bem maiores (o que é louvavel), tem alguns pontos de ultrapassagem (coisa que vai valorizar o espetáculo), e tanto McLaren como Ferrari declararam sua confiança num resultado positivo. Naturalmente trata-se das costumeiras declarações "politicamente corretas", já que ninguém revela seus verdadeiros pensamentos. A única exceção, e ainda assim devidamente mascarada atrás da afirmação que se trata de um sonho, foi do simpático Norbert Haugh, o responsável Mercedes na McLaren, afirmando acreditar na quarta vitória consecutiva. O que se pode dizer é que se o sonho de Haugh se realizar, as chances de sucesso final de Hamilton vão se robustecer de forma clara e consistente, mesmo que o caminho, até o término do Mundial seja ainda longo. CLAUDIO CARSUGHI Comentários: Comentário | Permalink: Permalink PASSO FIRME RUMO AO TÍTULO A vitória de Valentino Rossi no GP da República Checa, em Brno, praticamente definida na sétima volta - quando Casey Stoner, que estava liderando com 1,3 segundos de vantagem sobre Rossi caiu e teve que abandonar - lança o piloto da Yamaha rumo ao seu oitavo título mundial. Pois agora sua vantagem aumentou para nada menos que 50 pontos e, faltando apenas 6 GPs, para Rossi, caso Stoner os vença todos, seria suficiente ser sempre segundo e ainda assim ganhar o campeonato com 20 pontos de vantagem. A questão que se coloca, porém, é outra. Stoner caiu por ter entrado forte demais na curva, na tentativa de manter à distância Rossi, e portanto teria sido um claro erro de pilotagem. Ou sua queda teria sido provocada por uma falha momentânea no controle de tração que, por sinal, na Ducati funciona sempre de forma excepcional ? A dúvida até agora não foi esclarecida, e provavelmente jamais o será. Mas fica a impressão, toda ela pessoal e portanto amplamente discutível, de que o australiano tenha começado a sentir o peso psicológico da reação de Rossi e de sua Yamaha. E com isso, andando no limite, o erro está sempre à espreita... CLAUDIO CARSUGHI Comentários: Comentário | Permalink: Permalink
11/08/2008
RECOMEÇA O MUNDIAL DE MOTO Domingo em Brno, na República Checa, recomeça o campeonato mundial da MotoGP, com a disputa de seu 12º GP da temporada. E o faz numa situação imprevisível pouco tempo atrás, quando Stoner estava muito distanciado dos líderes e o título parecia uma disputa restrita a Rossi, Pedrosa e Lorenzo. Agora tudo mudou : Lorenzo ficou para trás, em virtude de algumas quedas que lhe tiraram pontos preciosos e, mais do que isso, parecem ter abalado sua confiança na pilotagem. Pedrosa está sempre aí, confiando em sua regularidade mas mostrando que, na condição de perseguidor do líder de um GP, não tem a mesma eficiência de quando consegue liderar sozinho. E Stoner, que parecia bem encaminhado rumo a mais um título, foi batido exatamente no GP de de Laguna Seca, por um Rossi excepcional. Um GP que ficará na história do motociclismo pela disputa intensa e emocionante entre Stoner e Rossi, e que - eventualmente - poderia ter deixado alguma dúvida no subconsciente do australiano, pois, mesmo pilotando uma Ducati, ainda um pouco superior à Yamaha, não conseguiu derrotar Rossi. A grande curiosidade, então, é ver como Stoner vai reagir, e se vai conseguir repetir a vitória do ano passado neste mesmo circuito que, como ele mesmo afirmou, é, juntamente com Mugello e Phillip Island, um de seus preferidos. A de 2007, aliás, foi uma vitória indiscutível, acompanhada de pole-position e volta mais rápida, mas como o circuito recebeu um novo asfalto ninguém sabe como as motos vão reagir. Uma coisa é certa : para quem, como eu, gosta de MotoGP, o espetáculo está assegurado de antemão... CLAUDIO CARSUGHI Comentários: Comentário | Permalink: Permalink
05/08/2008
OPORTUNIDADE DESPERDIÇADA A quebra do motor Ferrari, quando faltavam apenas 13 km ao término do GP da Hungria, tirou de Felipe Massa uma vitória que teria sido supermerecida por sua brilhante atuação e que teria desenhado, de forma muito diferente, sua temporada. Pois não apenas teria voltado à liderança do campeonato, com 3 pontos de vantagem sobre Hamilton, como teria, muito provavelmente, induzido a própria Ferrari a jogar todas suas fichas em sua chance de ser campeão, dando a Räikkönen a condição de segundo piloto até o final do ano. Com relação ao que aconteceu ao brasileiro, muita gente falou em azar, ou, mais delicadamente, em falta de sorte. Para o velho Enzo Ferrari, porém, em corridas nunca existiu falta de sorte, há sempre um motivo real e ponderavel para explicar um acontecimento inesperado, como a quebra de um motor. Nesta linha de raciocínio, claramente houve uma peça que se quebrou, uma peça que talvez não tivesse passado integralmente pelo controle de qualidade. Ou que encerrava um vício construtivo quase impossível de ser detectado. Uma das explicações mais plausíveis, com efeito, fala da quebra de uma válvula, o que teria ocasionado, em cascata, todo o problema. Seja como for, de possível líder do campeonato, Massa passou a terceiro, distanciado nada menos que 8 pontos do líder, quando ainda temos 70 pontos em disputa, o que significa que, em condições normais de equilíbrio mecânico, será talvez necessário que Hamilton tenha um problema sério, num dos próximos GPs, para que Massa possa ocupar a liderança. E a confiabilidade até agora demonstrada pela McLaren não parece sinalizar nessa direção... CLAUDIO CARSUGHI Comentários: Comentário | Permalink: Permalink |



